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Amamentação e câncer: tire as principais dúvidas

setembro 22, 2021 0
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Amamentação é um tema que sempre está em alta, devido a sua importância, tanto para os bebês, quanto para as mães. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), amamentar diminui o risco de câncer de mama, uma vez que, durante o período de aleitamento, as taxas de determinados hormônios que favorecem o desenvolvimento deste tipo de câncer caem no organismo feminino. No entanto, algumas dúvidas são muito recorrentes, principalmente, quando envolvem mulheres que já estão em tratamento do câncer, seja por quimioterapia ou outro processo.  

Para te ajudar a sanar as principais dúvidas acerca da amamentação por pacientes oncológicas, nós, do Blog da Medquimheo, em parceria com nosso mastologista, Dr. Cleverson Gomes do Carmo Junior, preparamos este conteúdo especial. Continue a leitura para conferir. 

Veja também – Semana Mundial da Amamentação: ato pode prevenir câncer de mama

Quem faz quimioterapia pode amamentar?

Durante o período de tratamento do câncer, que pode envolver quimioterapia ou outro procedimento, como a imunoterapia, é imprescindível que a paciente oncológica converse com a equipe médica responsável por seu caso antes de iniciar a amamentação, uma vez que os medicamentos utilizados para tratar o câncer podem se misturar ao leite e, assim, afetar a saúde do bebê. Já caso a mulher seja diagnosticada com algum tumor maligno durante o aleitamento, é preciso buscar um especialista o quanto antes e redobrar os cuidados. 

Mulheres com câncer de mama podem amamentar?

Segundo estudo divulgado na National Library of Medicine, a recomendação mais comum é não amamentar, tendo em vista que boa parte dos medicamentos utilizados para tratar o câncer de mama podem suprimir a lactação, ou ser secretados no leite materno, com efeitos ainda não estudados sobre os bebês. Já para as mulheres que foram curadas do doença, a recomendação é a seguinte:

“Pacientes que retiraram uma das mamas – mastectomia – e têm a outra sem alteração podem amamentar. Já as mamas que foram operadas parcialmente podem apresentar alguma dificuldade na lactação, dependendo do tipo de cirurgia e do local de surgimento do tumor. Por isso, a recomendação é procurar um especialista antes de qualquer decisão.”

-Dr. Cleverson Gomes do Carmo Junior, mastologista da Medquimheo. 

Amamentação diminui chances de leucemia infantil? 

Além de proteger a mãe contra o câncer de mama, a diminuição do risco de desenvolvimento de leucemia infantil também está entre os benefícios da amamentação para a saúde dos bebês. Segundo estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Haifa, em Israel, e divulgado no Journal of the American Medical Association (Jama) Pediatrics, o leite materno pode reduzir em até 19% o risco de desenvolvimento da doença. 

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Fonte: Dr. Cleverson Gomes do Carmo Junior, mastologista da Medquimheo, CRM: ES 8267.