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Câncer de colo do útero

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O câncer de colo do útero é o foco da campanha Março Lilás, que busca conscientizar e combater esta doença que, em muitos casos, pode ser silenciosa e lenta. De acordo com dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), a estimativa é que mais de 16 mil novos casos no Brasil sejam registrados ainda neste ano entre mulheres a partir dos 25 anos. Pensando na alta incidência deste tumor, a Organização Mundial da Saúde (OMS) elaborou e lançou a Estratégia Global para Acelerar a Eliminação do Câncer de Colo do Útero em 2017, com o objetivo de vacinar, rastrear e tratar a doença.

Quer saber o que pode ser feito para auxiliar no rastreamento dos sinais desse câncer e conhecer mais sobre ele? Continue lendo!

Veja também – Descubra 5 mitos e verdades sobre o que causa câncer

O que é o câncer de colo do útero?

O colo do útero é a parte localizada ao final da vagina, entre órgãos externos e internos, e o desenvolvimento do câncer se dá, principalmente, pelo papilomavírus humano (HPV), que é a forma de contaminação mais comum de acordo com o INCA. Este é o terceiro tumor maligno mais frequente entre as mulheres, se não considerado o câncer de pele não-melanoma, e o risco de infecção é maior quando se tem início precoce da atividade sexual, relações com diversos parceiros, principalmente sem proteção.

Quais os sintomas que podem surgir?

O nosso mastologista, Dr. Cleverson Gomes do Carmo Junior, explica que, em alguns casos, o câncer de colo do útero não apresenta sintomas, porém podem ser identificados alguns sinais de que essa doença possa existir:

  • Sangramentos vaginais intermitentes; 
  • Dores na relação sexual e na região do baixo ventre;
  • Queixas urinárias;
  • Corrimento vaginal amarelado com odor desagradável.

Diagnóstico precoce salva vidas

A realização periódica do papanicolau, principal exame que detecta este tipo de câncer, é fundamental para o diagnóstico precoce do câncer de colo do útero. Além dos exames, a melhor forma de prevenir a doença é a vacinação contra o HPV, que já faz parte do Plano Nacional de Imunização (PNI) desde 2017 e é aplicada dos 9 aos 14 anos em meninas e dos 11 aos 14 anos em meninos.

Metas para alcançar a erradicação do câncer de colo do útero

O objetivo da Estratégia Global elaborada pela OMS é vacinar, rastrear e tratar o câncer de colo do útero. Para isso, foram estabelecidas três metas:

  • 90% das meninas totalmente vacinadas com a vacina contra o HPV até os 15 anos de idade;
  • 70% das mulheres examinadas antes dos 35 anos e, novamente, antes dos 45 anos por meio de testes de alta precisão;
  • 90% das mulheres diagnosticadas com câncer de colo do útero recebendo tratamento.

Para cumprir estas metas e alcançar a completa realização da Estratégia até 2030, data estipulada pela OMS, 194 países se comprometeram com o projeto, incluindo o Brasil. Sendo bem-sucedida, a Estratégia pode ajudar a reduzir os novos casos do câncer de colo do útero em 40% e salvar 5 milhões de vidas em 2050.

Medquimheo: clínica oncológica com atendimento acolhedor

Aqui, na Medquimheo, nossa equipe multidisciplinar oferece cuidado individualizado a cada paciente para que o tratamento seja mais leve e acolhedor. Somos a clínica de oncologia no Espírito Santo que apresenta a missão de permanecer em constante evolução e ir muito além de simplesmente atender pessoas, por meio de um atendimento humanizado e um tratamento seguro, atual e multidisciplinar.

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Fonte: Instituto Nacional de Câncer.



De acordo com a estimativa do Inca para este ano, o câncer de colo uterino, no Brasil, terá cerca de 15.500 novos casos diagnosticados, o que corresponde a 5,7% de todos os cânceres em mulheres (exceto cânceres de pele não melanomas). Isso coloca o câncer de colo como o terceiro mais incidente entre as mulheres, perdendo para o câncer de mama (20,8%) e de cólon e reto (6,4%). Essa mudança epidemiológica se dá devido ao maior acesso da população aos métodos de rastreio e tratamento das lesões pré-neoplásicas do colo, isto é, a mulher consegue se tratar da lesão do HPV antes que ela venha a ter um câncer efetivamente.
 

É considerado um tumor de crescimento lento, sem sintomas específicos em sua fase inicial. “Quando a lesão encontra-se mais extensa, é comum haver sangramento genital anormal. O exame do preventivo realizado regularmente é a única forma de detecção precoce do câncer de colo uterino. Caso este seja o diagnostico, outros exames podem ser solicitados pelo oncologista, como ressonância magnética e outros exames de imagem”, explica Cleverson Gomes do Carmo Júnior, mastologista e ginecologista da Medquimheo.
 

Vacinação também é uma arma poderosa na prevenção
 

O HPV, também conhecido como Papilomavírus humano é uma doença sexualmente transmissível que pode afetar homens e mulheres. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que existem mais de 100 tipos desse vírus, sendo que cerca de 40 deles podem infectar o trato ano-genital, podendo causar câncer em regiões como o colo do útero. Como uma forma eficaz de prevenção, o ginecologista e mastologista Cleverson Gomes do Carmo Júnior, da Medquimheo, indica, também, a vacinação contra a doença.
 

Entre os principais tipos que podem vir a causar o câncer estão o ‘16’ e o ‘18’, variações com alto risco oncogênico e que estão presentes em 70% dos casos de câncer de colo de útero.
 

Estimativas do Instituto Nacional do Câncer (Inca) apontam que 291 milhões de mulheres estão infectadas pelo HPV e cerca de 30% estão infectadas pelos tipos ‘16’ e ‘18’. Mas vale ressaltar que a infecção pelo vírus de maneira isolada, pode não ser suficiente para o desenvolvimento de um tumor. Imunidade, genética, tabagismo, número elevado de parceiros sexuais e de gestações, avanço da idade e o uso da pílula anticoncepcional também são considerados fatores de risco.
 

Vacinas disponíveis no mercado
 

Hoje, há duas vacinas profiláticas à venda em grande parte das farmácias e drogarias do País. São elas: a quadrivalente e a bivalente. Ambas previnem a infecção contra o HPV. Até o dado momento, especialistas afirmam que elas garantem 5 anos de proteção. “Mulheres a partir dos 9 anos e homens entre 9 e 26 anos (devido ao risco de câncer anal) recebem indicações para a vacinação. É válido ressaltar que o uso da vacina não dispensa a importância de preservativos nas relações sexuais”, o médico. 




 

Quando se fala em câncer e gravidez é comum que existam dúvidas entre a grande maioria das mulheres. Questões como fertilidade, produção de leite e interferência da quimioterapia durante a gestação são frequentes nesses casos. Especialistas informam que as grávidas estão propensas, como todas as mulheres, a desenvolver diversos tipos de câncer. Alguns são ainda mais comuns nesta fase, como o câncer de mama, em virtude das alterações hormonais que ocorrem durante essa etapa.

 

De acordo com o mastologista Cleverson Gomes do Carmo Júnior, da Medquimheo, o câncer, por si só, não é capaz de causar problemas de saúde ao feto. “No entanto, o tratamento do câncer pode trazer consequências, e, em alguns casos, a legislação brasileira permite a indicação de aborto terapêutico para que o tratamento da doença materna seja realizado. Em caso de quimioterapia, se o tumor for detectado muito precocemente, ainda na fase de formação do embrião, ela pode prejudicar definitivamente na saúde do bebê, de forma que, em nome da saúde da mãe e do filho, é recomendado o aborto terapêutico. Contudo, se o câncer surgir em fases posteriores da gravidez, em especial após o primeiro trimestre de gravidez, a quimioterapia é segura de ser realizada, na maioria das vezes, e segue, quase sempre, de maneira convencional, sem prejudicar o bebê”, esclarece. 

Fertilidade após o tratamento

Todos os tratamentos oncológicos visam a prejudicar o mínimo possível o futuro reprodutivo feminino. Mesmo em casos de câncer de colo uterino, ovário ou de mama, em que os tratamentos podem cursar com cirurgias e radioterapia, é possível promover o tratamento adequado casado com o desejo da paciente em ser mãe.

Mas cada tipo de câncer tem a sua peculiaridade. Em se tratando do câncer de pele, não é necessário um intervalo longo entre o tratamento e a gravidez posterior. “Alguns cânceres como as leucemias e os cânceres ginecológicos podem exigir um tempo maior entre o fim do tratamento e a gravidez, já que os hormônios da gestação podem incentivar o surgimento de recidivas ou de novos tumores”, alertou o médico.

Produção de leite

Ainda de acordo com o mastologista, às vezes, a amamentação pode ser comprometida pela cirurgia, mas, como regra geral, a produção de leite materno não é prejudicada.

 



Carnaval é a época de curtir. O povo capixaba vai às ruas para aproveitar uma das maiores festas do País. E é no meio de toda essa folia, que a atenção à saúde deve ser ainda maior. De acordo com especialistas, o contágio de doenças sexualmente transmissíveis ocorre mais comumente nesta temporada. A grande maioria das DST´s pode trazer consequências graves, como câncer de colo uterino, câncer de reto e câncer de pênis (ligados ao HPV), câncer de fígado (ligado aos vírus da hepatite) e a um tipo de sarcoma (em casos graves de AIDS).

Segundo o ginecologista e mastologista Cleverson Gomes do Carmo Júnior, o problema é que essas doenças são silenciosas, insidiosas e demoram muito tempo para se manifestar. “Uma relação sexual desprotegida hoje pode levar a estes cânceres após muitos anos”, alerta o médico.
 

HPV

O HPV é, disparado, o vírus sexualmente transmissível mais relacionado com o surgimento de tumores. Seu comportamento no corpo humano pode alterar as células infectadas, gerando, em tempo variado, câncer de colo do útero, câncer anorretal, câncer de pênis, entre outros mais raros.
 

Prevenção

Como todas estas doenças estão relacionadas ao sexo desprotegido, evidentemente que o uso do preservativo (masculino ou feminino) reduz muito a contaminação. “Vale lembrar que o preservativo deve ser utilizado em todas as formas de sexo. Caso, ainda assim, haja o contato físico ou com secreções, o indivíduo deve procurar imediatamente o médico para que sejam tomadas as providências tardias”, pontua o profissional.