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Células-tronco

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março 25, 2022 Células-troncoLeucemia0

As células-tronco são responsáveis por originar mais células para tecidos e órgãos do corpo humano, com a capacidade de se reproduzir e de se transformar em células com características idênticas ou diferentes da original. Devido a essas funções e após anos de pesquisas realizadas pela comunidade científica, descobriu-se que as células-tronco podem atuar junto às ações de combate a diversas doenças como as cardíacas e degenerativas, leucemia, cânceres e, mais recentemente, contra o HIV, como divulgado em fevereiro pelo The New York Times.

Segundo dados do Instituto de Pesquisa com Células-tronco (IPCT), os estudos sobre o tema têm como intuito entender melhor a colaboração das células-tronco em procedimentos terapêuticos e como elas favorecem os fatores neurais, imunológicos, cardíacos e hepáticos, apesar de já terem eficácia comprovada na cura ou melhora significativa das doenças que combatem.

Quer descobrir como as células-tronco podem auxiliar no combate a diversas doenças? Continue a leitura do nosso conteúdo abaixo!

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Como classificar e onde encontrar as células-tronco

Responsáveis pela origem de todas as demais células do corpo humano, as células-tronco são divididas em embrionárias (encontradas apenas no interior do embrião após 4 ou 5 dias de fecundação), adultas (localizadas no cordão umbilical e na medula óssea) e as induzidas (produzidas em laboratórios).

Além da capacidade de se renovarem e de se transformarem, as células-tronco também são responsáveis por produzirem os glóbulos vermelhos (oxigenação), glóbulos brancos (defendem o organismo) e as plaquetas (contêm as hemorragias).

Por que usar as células-tronco em tratamentos medicinais?

Ao serem transplantadas para o organismo do paciente, as células-tronco podem substituir as células doentes, que, se permanecerem no corpo humano, possibilitam o desenvolvimento de infecções, hemorragias ou problemas em órgãos devido à diminuição dos níveis sanguíneos.

Porém, o transplante de células-tronco só é recomendado com a indicação de especialistas e em casos específicos em que o uso de radiação é constante e não pode ser administrada em altas doses, por possivelmente causar danos à medula óssea e, assim, afetar a geração de células sanguíneas.

Como funciona o transplante?

Os pacientes que se submetem ao transplante de células-tronco não passam por uma cirurgia. Antes do procedimento, as células formadoras de sangue são coletadas e enviadas para um compartimento, onde são congeladas. Quando prontas para uso, as células-tronco são aplicadas na veia, como uma transfusão de sangue, e se instalam na medula óssea do paciente para começarem a produzir células sanguíneas e renovar as do sistema imunológico.

Recentes conquistas medicinais

Os estudos sobre a aplicação de células-tronco em tratamentos contra doenças graves são constantes na comunidade científica e recentes, com expectativa de serem utilizados de forma ampla nos próximos anos. Os últimos dados divulgados pelo IPCT indicam que mais de 30 mil células-tronco retiradas do cordão umbilical foram transplantadas, sendo que 57% delas foram utilizadas para tratar malignidades. No caso do combate à leucemia, a terapia celular já é uma das ações adotadas por haver degeneração de tecidos, que é tratada com o apoio do transplante de células-tronco.

Em procedimentos contra a leucemia, cientistas têm descoberto novas aplicações de combate a partir do tratamento com células-tronco contra o HIV, como o caso de uma mulher mestiça, que também era portadora do vírus, em fevereiro deste ano. Especialistas da Universidade da Califórnia (EUA) afirmam que esta nova abordagem médica oportuniza a cura de mais pessoas de diferentes origens raciais do que há uma década. Casos semelhantes ao dessa paciente, que é dos Estados Unidos, só foram registrados outras duas vezes: uma em Berlim, em 2008, e outra em 2019, em Londres.

Banco de sangue de cordão umbilical

Na última década, a demanda por transplantes celulares a partir do sangue presente no cordão umbilical cresceu, como indica o IPCT, por serem procedimentos que apresentam alto índice de eficácia nos níveis de leucócitos (células que atuam no sistema imunológico). A partir desta informação e vendo o alto potencial de salvar vidas, o Instituto Nacional do Câncer (INCA) criou o banco público de sangue de cordão umbilical, capaz de acomodar 3 mil unidades de bolsas deste sangue, com capacidade de expansão em até 10 mil amostras. Este estoque é utilizado em procedimentos realizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS), que oferece terapia celular de forma ampla para todos os usuários.

Medquimheo: clínica oncológica com atendimento acolhedor

Aqui, na Medquimheo, nossa equipe multidisciplinar oferece cuidado individualizado a cada paciente para que o tratamento seja mais leve e acolhedor. Somos a clínica de oncologia no Espírito Santo que apresenta a missão de permanecer em constante evolução e ir muito além de simplesmente atender pessoas, por meio de um atendimento humanizado e um tratamento seguro, atual e multidisciplinar.

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Fonte: Instituto Nacional de Câncer.