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O Dia Mundial sem Tabaco, celebrado em 31 de maio, tem o objetivo de conscientizar as pessoas sobre o impacto negativo gerado pelo vício em cigarro e a dependência física à nicotina. Segundo pesquisa do Instituto Oncoguia, o hábito é um dos principais fatores de risco evitáveis que podem elevar em 30% o risco de desenvolvimento de vários tipos de câncer, como o de pulmões, fígado, estômago, pâncreas, rins, cólon e reto, bexiga, ovários, colo do útero, cavidade nasal e oral, faringe, laringe e esôfago.

Tem interesse em saber mais sobre o Dia Mundial Sem Tabaco e qual a importância de falar sobre os fatores de risco dos novos formatos de consumir o cigarro? Continue a leitura deste artigo que nós, do Blog da Medquimheo, preparamos para você!

Veja mais – Linfoma de Hodgkin: saiba quais são os principais sintomas e tratamentos 

Qual é a campanha antifumo 2022?

A campanha antifumo deste ano tem como tema “Tabaco: ameaça ao nosso meio ambiente”. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o tabagismo atinge a saúde das pessoas, além de também trazer consequências ao meio ambiente, visto que, para produzir cigarros, diversas árvores são cortadas. Ademais, milhares de litros de água são usados para produzir o material e toneladas de emissões de CO2 são liberadas, o que eleva a temperatura global e, consequentemente, pode afetar a saúde humana de outras formas, inclusive aumentando a presença de substâncias cancerígenas. 

O que é tabagismo?

O tabagismo é o vício em consumir cigarro e as substâncias químicas contidas no produto, como a nicotina. O hábito integra o grupo de transtornos mentais e comportamentais em razão do uso de substância psicoativa. Nesse sentido, outras alternativas para consumir o tabaco têm sido procuradas, como o uso de cigarros eletrônicos e narguilé, que são vendidos como formas “mais seguras” de consumir o tabaco. 

O público que mais tem sido atraído são os jovens, de acordo com pesquisa realizada pelo Inquérito Telefônico de Fatores de Risco para Doenças Crônicas não Transmissíveis em Tempos de Pandemia (Covitel), em que pelo menos 1 a cada 5 jovens de 18 a 24 anos usa cigarros eletrônicos. Dados da OMS alertam, ainda, que o uso de narguilé entre 60 e 80 minutos ininterruptos equivale a 100 cigarros comuns.

Qual a relação entre cigarro e câncer?

O tabaco possui inúmeras substâncias cancerígenas e, quando consumidas cada vez mais cedo, como por meio da prática usual dos cigarros eletrônicos pelos jovens, o potencial risco para desenvolvimento de vários tipos de câncer se amplia. O câncer de pulmão, por exemplo, tem como fator de risco o tabagismo, seja pela pessoa que é ativa ou passiva – aquela que não faz uso das substâncias, mas sempre está em contato por outros. Dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca) apontam que cerca de um terço de todos os casos de câncer são atribuídos ao fumo e que 80% dos diagnósticos de câncer de pulmão são causados pelo consumo de tabaco. 

A nossa oncologista, Dra. Carolina Conopca, afirma que o tabagismo traz prejuízos para a saúde em todos os aspectos, mas, principalmente, à exposição aos riscos de desenvolvimento de câncer. 

“De acordo com o Inca, os fumantes possuem um risco 23 vezes maior de desenvolver câncer de pulmão em relação aos não fumantes. Também é um hábito considerado arriscado para pessoas sensíveis a problemas respiratórios, visto que os fumantes possuem a função pulmonar afetada e as doenças respiratórias podem se desenvolver na forma mais grave”. – Carolina Conopca, oncologista da Medquimheo.

Quais os benefícios de parar de fumar? 

Interromper o vício no tabaco pode trazer benefícios imediatos e a longo prazo, o que garante a sobrevida do fumante ativo e do fumante passivo. De acordo com a Organização Pan-Americana de Saúde (Paho), o tabagismo mata mais de 8 milhões de pessoas a cada ano, por isso, é de suma importância alertar a população quanto a importância de abandonar este hábito. Abaixo, listamos alguns resultados benéficos para a saúde percebidos após a pessoa parar de fazer uso do tabaco, segundo a Paho.

 

  • Dentro de 20 minutos, o ritmo cardíaco e a pressão arterial baixa;
  • Em 12 horas, o nível de monóxido de carbono no sangue cai para o normal;
  • De 2 a 12 semanas, a circulação sanguínea melhora e a função pulmonar melhora;
  • Entre 1 a 9 meses, a tosse e a falta de ar diminuem;
  • Em 1 ano, o risco de desenvolver uma doença em relação ao fumo cai pela metade;
  • Entre 5 a 15 anos após parar de fumar, o risco de ter um acidente vascular cerebral é reduzido ao de um não fumante;
  • Em 10 anos, o risco de câncer de pulmão cai para metade em relação a um fumante e o risco do desenvolvimento de outros tipos de câncer também diminui.

Nesse contexto, frear o consumo de tabaco também pode ajudar a diminuir o impacto da indústria do cigarro sobre o meio ambiente, logo, à vida humana como um todo, visto que a natureza se deteriora devido ao cultivo, produção e distribuição, consumo e resíduos pós-consumo do fumo. Levante a bandeira da conscientização, seja contra o cigarro! 

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Nosso blog é repleto de posts para te manter sempre bem informado e atualizado. Aproveite mais conteúdos:

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Maio Cinza: campanha chama atenção para o câncer do cérebro

Fonte: Organização Pan-Americana de Saúde (Paho).