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Entenda a relação entre hepatites virais e câncer de fígado

agosto 2, 2022 0
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Hepatites virais são inflamações no fígado que podem ser provocadas por diversos fatores como remédios, uso de anabolizantes, excesso de álcool, doenças autoimunes, metabólicas e genéticas. As hepatites virais mais comuns são causadas pelos vírus A, B e C. Quando o diagnóstico da hepatite é tardio, há chances do desenvolvimento de câncer de fígado, que é a causa de morte de cerca de 700 mil pessoas todos os anos no mundo, enquanto, no Brasil, o Instituto Nacional de Câncer (Inca) estima que são aproximadamente 10 mil óbitos anuais pela doença.

Para saber mais sobre as formas de prevenir as hepatites virais e, consequentemente, evitar o desenvolvimento do câncer de fígado, continue lendo este artigo que nós, do Blog da Medquimheo, preparamos!

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Qual a ligação entre hepatite e câncer de fígado?

As hepatites virais, mais especificamente dos tipos B e C, estão entre os principais fatores de risco para o desenvolvimento do câncer de fígado, além de outras doenças, como a cirrose, causada pelo alcoolismo e esteatose hepática não alcoólica – conhecida como gordura no fígado. As causas para o aparecimento do câncer de fígado são, na maioria das vezes, preveníveis e tratáveis, no entanto, o diagnóstico precoce é dificultado pela falta de sintomas aparentes.

Pesquisa encomendada pelo Datafolha e realizada pelo Instituto Brasileiro do Fígado (Ibrafig) com mais de 2 mil pessoas revelou que 63% dos brasileiros associam o desenvolvimento deste tipo de câncer ao consumo excessivo de álcool e 47% ao tabagismo, quando na verdade, os principais fatores de risco para o câncer de fígado incluem as hepatites virais – que apesar de perigosas, são negligenciadas. É o que aponta o estudo, visto que mais da metade dos entrevistados (60%) nunca fizeram teste para hepatite C nem para hepatite B (52%). Por outro lado, o estudo mostra que o brasileiro está vacinado para prevenir a hepatite B – a mais grave e que não tem cura -, em que duas a cada três pessoas garantem ter recebido as três doses de imunizante.

Tipos de câncer de fígado

Segundo a American Cancer Society, o câncer de fígado pode ser classificado em diferentes níveis, entre os mais comuns e mais raros. Além de outras características, como o início da doença, caracterizado como primário – quando começa no próprio órgão -, secundário ou metastático – que tem origem em outra parte do corpo e, com a evolução do tumor, pode chegar ao fígado. 

  • Carcinoma hepatocelular: é considerado o tipo mais frequente de câncer de fígado entre os adultos. Ele possui padrões diferentes de crescimento, visto que alguns começam como tumor único e outros surgem como múltiplos nódulos por todo o órgão.


  • Colangiocarcinoma intra-hepático: cerca de 10 a 20% dos cânceres que se iniciam no fígado são desse tipo, pois se caracterizam por serem tumores que se formam nas células que revestem os tubos que levam a bile a vesícula biliar.

 

  • Angiossarcoma e hemangiossarcoma: tumores raros que começam nas células que revestem os vasos sanguíneos do fígado. Pode se desenvolver por fatores externos, como exposição a materiais radioativos ou características hereditárias.

  • Hepatoblastoma: também raro, normalmente, desenvolve-se em crianças com menos de 4 anos.

Principais sintomas de câncer de fígado

Ainda segundo a pesquisa da Ibrafig, 53% dos entrevistados sabem que há uma relação entre gordura no fígado e câncer nesse órgão, mas 56% revelam que nunca fizeram exames específicos para diagnosticá-la. Isso acontece porque, na maioria dos casos, a doença possui evolução assintomática, o que dificulta a detecção em estágio inicial. Os exames mais comuns para diagnosticar o câncer de fígado incluem exames de sangue, a fim de avaliar as enzimas hepáticas, e ultrassonografia do abdome superior, mas os exames podem mudar de acordo com o quadro clínico de cada paciente.

“O tumor no fígado pode ser prevenido com hábitos saudáveis, como alimentação equilibrada, prática de atividade física e consultas regulares. Contudo, quando os sintomas começam a se manifestar, pode ser que a doença já esteja em estágio avançado, por isso, é de suma importância o diagnóstico precoce, para ter maiores chances de cura.”

– Carolina Conopca, oncologista da Medquimheo.

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Fonte: Instituto Nacional de Câncer (Inca).